Genival Veloso Filho fala sobre desafios da advocacia e aconselha sobre Exame da Ordem

Com mais de três de décadas de experiência na área de advocacia criminal, o paraibano Genival Veloso Filho é referência em seu segmento.
Filho do brilhante médico legista (e também bacharel em Direito!) Genival Veloso, ele tem uma trajetória exemplar como operador do mundo do Direito.
Em entrevista ao Moçada Que Agita, Genival Veloso Filho falou sobre os desafios para os profissionais da advocacia, inclusive, nessa fase de pandemia do coronavírus.
“O mundo do Direito tem buscado se ajustar de modo a causar menos danos aos interesses das partes, das instituições e da sociedade civil como um todo”, disse ele.
Genival também falou sobre a influência de seu pai em sua carreira e deu conselhos a estudantes de Direito que ainda se assustam com o Exame da OAB.

Logo abaixo leia a entrevista:

Genival Veloso é referência na Medicina Legal. Qual a influência de seu pai – grande e brilhante profissional – em sua vida como advogado?

Costumo dizer que meu pai teve influência não somente em minha vida como advogado, mas em minha vida completa. Agradeço a Deus pela formação que eu recebi dele. Não só eu mas meus irmãos também. Ele referência. É nosso eterno orientador. A formação dele é médica voltada para a Medicina Legal. E a Medicina Legal tem influência no Direito Criminal! E fez com que meu interesse pela advocacia surgisse desde cedo. Genival é um grande médico e um grande jurista, formado em Medicina e Direito. Nas obras dele a exposição doutrinária de Direito é muito contundente, mostrando que ele é um jurista com autoridade para discutir em qualquer fórum no Brasil e fora dele. Meu pai é e sempre será o meu grande tutor, influenciador e companheiro.

 

Qual é o grande desafio dos profissionais da área de Direito em tempos dominados pela força da tecnologia? Esse mundo high-tech mais ajuda ou mais atrapalha?

O mundo jurídico hoje vive grandes desafios. Sempre viverá. Com relação à tecnologia atual, ela não tem atrapalhado. Muito pelo contrário, ela tem trazido muitos beneficíos principalmente quando se trata da celeridade judicial. Uma das grandes máculas do sistema judiciário é a morosidade. A tecnologia faz com que os atos processuais se tornem mais céleres e isso tem deixado o mundo processual mais veloz. Os processos estão deixando de serem físicos, passando a ser virtuais. Não só no mundo jurídido, ma também em outros segmentos, a tecnologia tem trazido grandes desafios.

 

Essa fase de pandemia atrapalha os operadores do Direito?

De fato trouxe prejuízos. Hoje o mundo vive momentos medonhos e desesperadores diante dessa pandemia que assolou todo o planeta. E claro que isso tem reflexo em todas as áreas, inclusive na área jurídica. Interfere nas questões doutrinárias, nas questões de Direito e nas questões pessoais. Diante disso, o mundo do Direito tem buscado se ajustar de modo a causar menos danos aos interesses das partes, das instituições e da sociedade civil como um todo. O ideal seria que o processo seguisse seus padrões normais e não da forma que hoje a gente vive, como audiências presenciais. Muitas audiências têm sido suspensas.

 

Estudantes de Direito enxergam o Exame da OAB como ‘bicho papão’. Que conselho você daria aos jovens alunos?

Eu me filio à corrente de que é necessária a aplicação do Exame de Ordem. Representa uma triagem para que o advogado possa dar provas de um conhecimento mínimo para exercer sua atividade profissional. De maneira que o conselho que eu tenho para os jovens, dentro dos meus mais de 30 anos de atividade profissional, é que eles comecem a se preparar desde cedo para que ao final da graduação tenham condição melhor para vencer esse exame. O estudante que faz o Exame não está competindo com ninguém, só com ele mesmo. Desde o primeiro ano de curso é preciso se dedicar diariamente ao Exame.

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