Governo Federal acerta com propostas de privatizar tudo aquilo que não funciona

Correios, serviços caros e inoperantes. Privatização já!

Por que privatizar, por que não privatizar?

A questão vem sendo discutida a tempo, mas trazendo no seu bojo alguns equívocos.

Voltemos no tempo, que não é tão remoto assim: quem não se lembra que  aparelho telefônico no Brasil era coisa exclusiva para os ricos?

Era tão caro e raro que significava investimento, de modo que quem podia ter uma linha telefônica era automaticamente acionista da Telebrás.

Só rico tinha telefone e, o que é mais grave: o serviço era de uma precariedade de dar dó.

Pobre?! Esse, coitado, no melhor momento da telefonia totalmente controlada pelo Governo o máximo de conquista que obteve foi o caduco orelhão, que operava com fichas e para onde a demanda fazia filas em sol a pique para fazer uma loigaçãozinha qualquer.

Pois bem. Veio o governo de Fernando Henrique Cardoso, em que o ministro das Comunicações era Sergio Mota. Para a surpresa de muitos, um dia foi ao programa de Jô Soares e anunciou, para a satisfação geral do povo: “Não comprem mais linha de telefone; os preços vão despencar de forma assustadora. Telefone vai ficar a preço de banana”.

Dentro deste anuncio estava embutira a privatização. Um servidor aqui do nosso portal estava pensando em investir todas as suas economias numa linha de telefone. Sim, era tão valiosa e cara que se fazia investimento.

Pois bem, mas com o anuncio do Serjão, segurou a grana e logo, logo, após a privatização, telefone se tornou de acesso a todos.

Correios e Eletrobrás – Agora mesmo, o presidente Jair Bolsonaro mandou ao Congresso proposta de privatização dos Correios e da Eletrobras.

Viva! Com certeza a medida vai melhorar os serviços. Os Correios Brasileiros, que já foram o melhor do mundo, de repente, virou uma zorra. Uma encomenda por cuja remessa se paga uma grana, passa séculos para vir de São Paulo para a nossa cidade. Outras se extraviam.

Circularam notícias de que a Luiza, grande empresária do ramo de Magazines, estaria disposta a comprar os Correios Brasileiros. Ô lalá! Já imaginaram nossos correios no pique do dinamismo dos Armazem Luiza? Claro que são ramos diferentes, mas o que interessa é a eficácia e a dinâmica dos serviços.

 

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