Pesquisa detalha cenário de exclusão de alunos e dificuldades no ensino remoto
A pesquisa “Alfabetização em Rede: Uma investigação sobre o ensino remoto na pandemia de Covid-19”, que reúne 29 universidades do Brasil e atingiu 14.730 docentes da educação básica em 18 estados do País, detalha o cenário de exclusão de alunos e dificuldades no ensino remoto durante a pandemia.
As informações qualitativas da segunda fase da pesquisa, ainda em andamento, apontam que, para 71,58% das professoras entrevistadas (90% da amostra da pesquisa são mulheres), a sala de aula na pandemia se reduz à tela de um celular com formação de turmas no WhatsApp.
A medida foi adotada pelas escolas para que não se perdesse o vínculo com as famílias, já que a plataforma Google Classroom (Google Sala de Aula), instituída pelas secretarias de educação como padrão para o envio de atividades, não teve ampla adesão dos alunos por diferentes dificuldades.
O estudo Alfabetização em Rede ainda demonstrou que as professoras consideram que a educação remota não atinge os objetivos escolares (17%), que não é adequada para a etapa de ensino com a qual trabalham (15%) e que gerou sobrecarga para os docentes e para as famílias (22%). Apesar disso, reconhecem que foi a opção possível para a educação na pandemia pela qual passamos atualmente (44%) e avaliam que tem sido importante para manter o vínculo das crianças com a escola (55%).