Somos mesmo iguais perante a lei? O drama de Heverton Felipe mostra que não…

A nossa Constituição Federal “assegura”, num dos seus artigos, que “todos são iguais perante a lei”.
Mas será que isso acontece, na prática? Claro que não. São inúmeros os casos em que pessoas pobres – geralmente negras – furtam uma ninharia em algum supermercado e, além de serem torturadas no ato da prisão, ficam presas, durante anos. Em muitos dos casos, prova-se, depois, a inocência, mas, passam um bom tempo presos, como foi o caso do músico paraibano Heverton Felipe (foto).
Por outro lado, temos exemplos de figurões – sobretudo da classe política – que furtam milhões e, passado algum tempo (às vezes até muito pouco) são soltos; sendo que alguns até voltam a se candidatar e, pasmem!, ganham eleições.
Infelizmente, não é nova essa prática no Brasil. No século XVII, o padre Antônio Vieira, um dos maiores oradores da nossa literatura, já assinalava:
“O ladrão pequeno furta e é enforcado; o ladrão grande furta e enforca”.

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