Enem: o que pode ser feito para melhorar o autocontrole antes de fazer provas

Bruna Caporal, de 17 anos, diz que está ansiosa para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para janeiro de 2021 – sua família espera que ela seja aprovada em uma universidade federal de Porto Alegre. A jovem, no entanto, teme frustrar as expectativas: ela não pôde acompanhar as atividades on-line da escola durante a pandemia. Teve de estudar sozinha.

“Minha mãe e meu padrasto trabalham em hospital, então não ficaram em casa na quarentena. Com as creches fechadas, precisei cuidar das minhas irmãs [Laura, de 5 anos, e Livia, de 1 ano] bem no horário das minhas aulas”, diz Bruna. “A mais nova tem síndrome de Down e exige mais atenção. Não tinha como não cuidar delas.”

Segundo especialistas, ainda não é possível mensurar o impacto na pandemia de Covid-19 na saúde mental dos jovens. Mas é provável que o tradicional “friozinho na barriga” antes do Enem seja mais intenso após um ano de crise.

“Tudo ainda é muito recente e está sendo pesquisado. Mas já sabemos que muitos jovens estão angustiados”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital de Campanha Pedro Dell’Antonia, em Santo André (SP).

No caso de Bruna, a solução foi estudar no fim do dia, sozinha, por meio de vídeos do YouTube. “É difícil, tenho medo de não conseguir um bom resultado no Enem. Já sou ansiosa normalmente, mas estou mais preocupada ainda agora”, conta.

Desafios na pandemia
Calegari menciona a dificuldade de adaptação ao ensino a distância.

Com a suspensão das aulas presenciais, parte dos alunos ficou desamparada: sem computador ou celular, com acesso restrito à internet e sem um espaço apropriado para os estudos em casa. Outros, como Bruna, precisaram abandonar as aulas por causa de afazeres domésticos. Houve ainda os que conseguiram assistir às aulas on-line, mas não se acostumaram ao formato.

“Esses jovens sabem que tinham de absorver 100% do conteúdo, mas só conseguiram 40%. Isso traz mais ansiedade”, completa Calegari.

A psicóloga cita ainda outros elementos que podem abalar o estado emocional dos jovens no preparo para o Enem: isolamento social, sentimento de culpa, crise financeira familiar, gravidez na adolescência, abuso de álcool e uso de drogas.

Bruna Caporal, de 17 anos, diz que está ansiosa para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para janeiro de 2021 – sua família espera que ela seja aprovada em uma universidade federal de Porto Alegre. A jovem, no entanto, teme frustrar as expectativas: ela não pôde acompanhar as atividades on-line da escola durante a pandemia. Teve de estudar sozinha.

“Minha mãe e meu padrasto trabalham em hospital, então não ficaram em casa na quarentena. Com as creches fechadas, precisei cuidar das minhas irmãs [Laura, de 5 anos, e Livia, de 1 ano] bem no horário das minhas aulas”, diz Bruna. “A mais nova tem síndrome de Down e exige mais atenção. Não tinha como não cuidar delas.”

Segundo especialistas, ainda não é possível mensurar o impacto na pandemia de Covid-19 na saúde mental dos jovens. Mas é provável que o tradicional “friozinho na barriga” antes do Enem seja mais intenso após um ano de crise.

“Tudo ainda é muito recente e está sendo pesquisado. Mas já sabemos que muitos jovens estão angustiados”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital de Campanha Pedro Dell’Antonia, em Santo André (SP).

No caso de Bruna, a solução foi estudar no fim do dia, sozinha, por meio de vídeos do YouTube. “É difícil, tenho medo de não conseguir um bom resultado no Enem. Já sou ansiosa normalmente, mas estou mais preocupada ainda agora”, conta.

Desafios na pandemia
Calegari menciona a dificuldade de adaptação ao ensino a distância.

Com a suspensão das aulas presenciais, parte dos alunos ficou desamparada: sem computador ou celular, com acesso restrito à internet e sem um espaço apropriado para os estudos em casa. Outros, como Bruna, precisaram abandonar as aulas por causa de afazeres domésticos. Houve ainda os que conseguiram assistir às aulas on-line, mas não se acostumaram ao formato.

Um pouquinho de ansiedade é normal?
Rita Calegari explica que ficar ansioso antes do Enem é algo esperado – e, inclusive, desejável. “É uma resposta natural do ser humano; indica preocupação. A princípio, é necessária, porque indica que sabemos quão importante é a prova. É como o sal: precisamos colocar um pouquinho na comida. Mas, se exagerarmos, estragamos o prato”, compara.

E como saber qual a dose certa de ansiedade?
“A ansiedade não pode atrapalhar nosso dia a dia. A prova está chegando, é natural que o sentimento se intensifique. Mas não deve trazer irritabilidade ou interferir no sono, na alimentação e no funcionamento do intestino. São sinais de que o corpo está sofrendo além do que seria saudável”, explica a psicóloga.

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